sábado, 13 de março de 2010

Como se forma um bom aluno - Parte I

> Revista Época, Edição 616
Como se forma um bom aluno
Todo pai quer que seu filho vá bem na escola. Só querer não basta. A seguir, oito lições de crianças que se destacam nos estudos
Camila Guimarães com Juliana Arini, Marco Bahé e Nelito Fernandes
Não há pai ou mãe que não sonhe com isso: que seu filho vá bem na escola, encontre uma vocação e faça sucesso. É por isso que os pais brasileiros, ouvidos em uma pesquisa do Movimento Todos pela Educação, disseram participar com afinco da vida escolar de seus filhos. Essa participação, porém, tem suas falhas – como mostra um detalhamento da pesquisa de 2009, feito com exclusividade para ÉPOCA. Em alguns casos, há falta de tempo (a queixa mais comum de quem tem filho em escola particular). Em outros, o principal obstáculo é o desconhecimento do conteúdo ensinado (para quem tem filho em escola pública). A pesquisa também detectou conceitos ultrapassados de como impulsionar o conhecimento. A maioria dos pais presta demasiada atenção às notas e preocupa-se menos em estimular a leitura ou acompanhar se a criança está aprendendo.

Em outras palavras: há mais cobrança que incentivo. É como se os pais considerassem que sua tarefa principal é garantir o acesso à escola – a partir daí, a responsabilidade seria dos professores. Isso é pouco, principalmente num país que não tem avançado satisfatoriamente na área da educação. O nível de ensino das escolas brasileiras, mesmo as de elite, é baixo, na comparação com os países mais avançados. Um relatório do Ministério da Educação, ainda incompleto, mostra que atingimos apenas um terço das metas do Plano Nacional de Educação, entre 2001 e 2008. A evasão escolar no ensino médio aumentou de 5% para 13%. Só 14% dos jovens estão na universidade. Menos de um quinto das crianças até 3 anos frequenta creches.E, no entanto, há ilhas de excelência. Há alunos brilhantes, curiosos, esforçados, interessados, capazes. Não estamos falando de superdotados. São meninos e meninas comuns, de colégios públicos e particulares, pobres ou ricos, que vão para a escola e... aprendem. Mais: formam-se. Estão no caminho de se tornar cidadãos melhores, pessoas melhores, gente de sucesso. Fazer com que uma criança seja assim não está inteiramente ao alcance dos pais. Pesquisas mundiais mostram que o envolvimento paterno responde por, no máximo, 20% da nota final. O restante seria determinado pela qualidade da escola, a relação com os professores, a influência dos colegas e, claro, seu próprio talento. Mas há, em cada um desses fatores, também uma influência dos pais. Cabe a eles analisar a escola, monitorar os professores, perceber o ambiente em que seu filho vive, estimular-lhe os talentos naturais. Talvez não seja possível fabricar bons alunos. Mas, como atestam as experiências dos garotos e das garotas desta reportagem, há boas receitas para ajudá-los a descobrir esse caminho.

1. O PODER DO INCENTIVO - O menino Pedro Manzaro seria um personagem improvável para uma reportagem sobre bons alunos. Aos 7 anos, ele começava o 3o ano sem saber escrever direito e com falhas de leitura. Em breve iniciaria aulas de reforço, com pouco resultado. Pedro era um retardatário na turma de alfabetização. Naquele momento, a diretora do colégio, de uma rede particular de São Paulo, chamou seus pais para uma conversa. Era preciso agir. Quando estão aprendendo as letras, as crianças têm um “clique”, um momento muito pessoal a partir do qual a escrita e a leitura deslancham. O “clique” de Pedro estava demorando demais. Que pai não ficaria apreensivo com uma situação dessas? Foi como Andréia e Sidnei Manzaro se sentiram. Mas logo trataram de agir. A estratégia foi usar a leitura – o menino adorava livros, vivia com eles embaixo do braço, apesar da dificuldade de entendê-los. Na casa da família, já havia a tradição de cada criança (Pedro tem dois irmãos mais novos) ter seu “dia de filho único”, quando os pais ficam só com ele. Durante a recuperação de Pedro, que levou um ano, seus dias de filho único eram sempre passados dentro de livrarias. Andréia passou a ler os livros de aventura, gênero favorito de Pedro, para conversar com ele sobre os vaivéns dos heróis das histórias (ela pegou gosto: está lendo agora o segundo livro da série Píppi Meialonga, sobre uma garota que viaja pelo mundo e odeia a escola).

Hoje, Pedro é considerado um aluno acima da média. Não é um colecionador de notas 10. Mas isso não preocupa ninguém. “O principal é ele gostar do que está fazendo”, afirma Andréia. O sucesso foi resultado de um esforço conjunto. A escola lhe deu atenção especial, com correção cuidadosa dos textos. O hábito da leitura fez outro tanto. Ler estimula a capacidade de compreender um texto, é um hábito fundamental na formação de seres pensantes. Está entre os quatro fatores comuns aos melhores alunos, segundo uma pesquisa feita pelo Ministério da Educação em 2007 (os outros são fazer lição de casa, ter atividades extracurriculares e pais engajados).

O terceiro impulso, crucial, para a recuperação de Pedro foi a torcida dos pais. O incentivo e os elogios deles ajudaram a construir autoconfiança e gosto pelo esforço. “A gente vivia dizendo para ele: ‘Filho, olha o que você conseguiu!’”, diz Andréia. O elogio é capaz de transformar. Mas é preciso ter cuidado com ele. Há uma ciência em seu uso. Segundo pesquisas americanas, crianças que recebem congratulações por seu desempenho e seu talento tendem a ficar mais preguiçosas e menos criativas. Aparentemente, ficam com medo de arriscar, porque um fracasso destruiria a imagem que conquistaram. Crianças que recebem elogios por seu trabalho duro, pelo esforço despendido para chegar àquele resultado têm reação inversa. Tornam-se mais persistentes, desenvolvem gosto pelo risco. E, quando fracassam, atribuem isso a um esforço insuficiente, não à incapacidade. Foi o que aconteceu com Pedro. “Mesmo com os sucessivos erros, nunca ouvi o Pedro se recusar a escrever um texto”, diz Beatriz Loureiro, a professora que acompanhou sua recuperação. Se os pais não sabem reconhecer as paixões naturais dos filhos, inibem o aprendizado, em vez de promovê-lo.

2. O PRAZER DE APRENDER - Guilherme Ortolan, de 9 anos, tem dificuldade de passar para a próxima fase. Não na escola. Essa ele tira de letra. O problema de Guilherme é que, quando joga um de seus games preferidos com o pai, esquece o objetivo. “Ele para o jogo para me dizer que a classificação de um dos bichos na tela está errada: aquele dinossauro não pode ser herbívoro e viver naquela parte da floresta se tem dentes tão pontiagudos, típicos dos carnívoros”, diz o pai, também Guilherme. A paixão do menino pelos dinossauros começou cedo. Ele nem era alfabetizado. Os pais souberam estimular seu interesse. Começaram comprando lagartos de brinquedo. Depois vieram os livros. E as pesquisas na internet. E os recortes de jornais e revistas (muitos deles presenteados pelos professores). A família inteira ficou envolvida pela mania, e Guilherme acabou virando “especialista”. Quando vai brincar com seus dinossauros, ele os organiza por período geológico. Ou por hábitos alimentares.

Esse processo mostra como uma paixão ajuda a estimular a criatividade, ensina a pesquisar por conta própria, tirar conclusões, fazer conexões. Se os pais e professores não sabem reconhecer e estimular as paixões naturais das crianças, se insistem para ela “largar de bobagens e se concentrar no que é sério”, inibem o aprendizado, em vez de promovê-lo. Com Guilherme, aconteceu o contrário. “O repertório dele é superior ao dos colegas”, diz Maria Isabel Gaspar, coordenadora pedagógica da escola em que ele estuda, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. “Não são raras as vezes em que ele já tem informações sobre o que está sendo ensinado na sala de aula.” Esse tipo de aluno – capaz de fazer associações e reflexões mais sofisticadas – as melhores universidades do país procuram. Em seus vestibulares, elas evoluíram da cobrança de acúmulo de informações para a capacidade de solucionar problemas. O Enem, a prova unificada de seleção aplicada pelo Ministério da Educação, segue a mesma linha.

Como se forma um bom aluno - Parte II

3. ORGULHO DO RESULTADO
Nem sempre o prazer de aprender vem da paixão por algo específico. Muitas vezes, trata-se do prazer de fazer bem feito, uma espécie de orgulho de ter realizado algo. Esse perfeccionismo move Gabriela Vergili, de 13 anos. Na primeira semana de aula, no mês passado, ela e a irmã mais nova, Geovana, chegaram em casa, em São Paulo, com a mesma tarefa (embora estejam em séries diferentes, ambas têm um professor em comum). Elas tinham de descobrir em que data cairia o Carnaval deste ano. Como sempre, as duas sentaram no mesmo horário para fazer o dever (a regra, na casa de dona Mércia, sua mãe, é fazer a lição logo depois do almoço). Geovana, eficiente, descobriu logo a data pedida: 16 de fevereiro. E foi brincar. Gabriela demorou mais. Pesquisou na internet, na enciclopédia Larousse, voltou para a internet. E escreveu um longo texto sobre Quaresma, Equinócio, fases da Lua e concílios religiosos. “A disciplina e a organização da Gabriela a ajudam a ‘aprender a aprender’ qualquer coisa”, afirma Luís Junqueira, professor dela no ano passado. “Por isso ela é tão versátil: tem texto redondo, sabe fazer um documentário em vídeo, vai bem na aula de artes e até na educação física.”

Essa disciplina é um ponto de honra para Mércia. Ela sempre foi rigorosa com os estudos das filhas. Além do horário da lição, à noite ela e o marido chegam do trabalho e tiram dúvidas das crianças. Quando a escola passa uma pesquisa, manda ler um livro, Mércia acompanha por telefone se as obrigações foram cumpridas. Essa rigidez – acompanhada do exemplo, senão o efeito pode ser o oposto – cria comprometimento com o estudo. “Quase sempre a criança vai buscar em casa como ela vai se relacionar com a vida acadêmica”, diz Débora Vaz, pedagoga e diretora de um colégio particular de São Paulo. Gabriela é concentrada para fazer seus deveres, cumpre o combinado com os professores, respeita o sinal da escola, devolve o livro da biblioteca dentro do prazo. Como mostra a pesquisa do MEC de 2007, o dever de casa é outro ponto em comum entre os bons alunos. Vários estudos comprovam que a lição de casa ajuda a assimilar conteúdos. Também é a forma mais fácil de verificar o aprendizado dos filhos. Por isso, os pais devem se envolver – mas não muito. A lição de casa tem de ser feita apenas pelo aluno. “É quando a criança está sozinha para lidar com todo o conhecimento que adquiriu em sala e vai decidir o que fazer com ele”, diz Harris Cooper, um acadêmico da Universidade Duke, Carolina do Norte, que há mais de 20 anos estuda a relação dos pais com a lição de casa. 4. RESISTÊNCIA A FRUSTRAÇÕES - Outra forma de a disciplina se manifestar é na resiliência. O termo designa a propriedade de um corpo de voltar à forma original depois de sofrer uma deformação. Por extensão, passou a ser usado por psicólogos como a capacidade de uma pessoa se recobrar de episódios ruins ou resistir a dificuldades. Em geral, a resiliência é alimentada pela determinação, uma característica encontrada em grande parte dos bons alunos. Um exemplo é Leandro Siqueira, de 16 anos. Ele acorda às 4h30. Pega um trem em Cosmos, Zona Oeste, a região mais pobre do Rio de Janeiro, rumo ao Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Fukow Fonseca (Cefet), uma das melhores escolas técnicas do país. Sai de casa sem tomar café – ou não chegaria a tempo à primeira aula, às 7 horas. Leandro faz a primeira refeição do dia às 12h30, no intervalo do período integral. Chega em casa às 20h30, janta e estuda até as 22 horas. Como seu quarto é pequeno, e a sala geralmente está ocupada, Leandro usa a varanda para ter a concentração de que precisa.

A maratona massacrante se justifica. Quando entrou na escola técnica, numa vaga que disputou com 50 candidatos, Leandro sentiu um baque. Ele sempre havia sido bom aluno, mas o desnível em relação à escola pública de onde vinha era grande demais. Pegar recuperação em três disciplinas não foi o pior. Pelas regras da escola, quem é reprovado duas vezes é expulso. Leandro teve medo de perder sua conquista. “Eu me cobrava muito e ficava pensando no dinheiro que meu pai gasta para eu estar aqui todo dia e almoçar”, afirma, logo depois do almoço num restaurante a quilo, onde gastou R$ 11. Suas notas se estabilizaram acima da média graças à severidade de seu plano de estudos, que inclui mais algumas horas de caderno aos domingos, assistido por uma tia professora de matemática. Os pais de Leandro, um instalador de gás desempregado e uma dona de casa, estudaram até a 8a série. Não conseguem ajudá-lo com os estudos. Mas não poderiam dar lição melhor que o sacrifício que fazem para lhe dar a oportunidade de um bom estudo.

Será possível incutir determinação em alguém? Em termos. A resiliência é, provavelmente, uma característica da personalidade. Mas os pais podem influenciar. Em geral, fazem isso para o lado errado. “Vemos muitos pais lenientes, enchendo seus filhos de facilidades”, afirma Maria Lúcia Sabatella, uma educadora especialista em crianças superdotadas. O resultado são crianças mimadas, com pouca resistência a frustrações. E uma tendência a desistir ante as dificuldades. Por isso, em seu programa dedicado a localizar bons alunos na rede pública, os pais também recebem aulas. Eles aprendem a estimular seus filhos e, especialmente, a não boicotá-los. “Temos de ensiná-los a formar indivíduos autônomos, independentes”, diz Sabatella.

5. O GOSTO DA COMPETIÇÃO - Os trigêmeos Joeverton, Joemerson e Joebert de Oliveira Maia, de 12 anos, foram medalhistas na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) no ano passado. Joeverton foi medalha de ouro. Joemerson e Joebert ficaram com o bronze. Não é preciso dizer que eles são o orgulho do pai, José Jorge Maia, chefe da família de classe média baixa que vive na periferia de João Pessoa. Professor de matemática da rede pública da Paraíba, tudo o que José conseguiu até hoje foi com esforço: a casa onde mora e ter criado os três filhos só com seu salário, já que sua mulher, Selma, também professora, parou de trabalhar para cuidar dos bebês. “Sobrevivo com tudo o que aprendi na escola. É só isso que eu tenho e é isso que eu quero garantir para meus filhos”, diz.

Não é só discurso. José e Selma dão aos trigêmeos, todos os dias, três horas extras de aula, além da lição de casa. É como um treino de atletismo, com esforço repetitivo. José copia provas de olimpíadas de matemática antigas e dá como treino para os meninos. A vontade de vencer, atingir metas mais altas, destacar-se é um poderoso incentivo para os estudos. “Os melhores alunos não têm medo do desafio”, fiz Suely Druk, diretora da OBMEP. As aulas, no terraço da casa simples da família, não são apenas de matemática. Incluem ciências, português e história. Os meninos não se incomodam em suar a camisa. “Sempre foi assim aqui em casa”, diz Joemerson. O reforço ajuda a compensar as deficiências da escola municipal onde estão matriculados no 8o ano do ensino fundamental. “Queria que a escola puxasse mais. Estamos sem professor de história e de inglês”, diz Joebert. A postura de José faz com que os filhos não enxerguem a escola como um fardo, mas como solução. Os três querem se formar em engenharia da computação. Informática passou a ser a paixão dos meninos depois que Joemerson ganhou um computador num concurso de redação, há dois anos. De lá para cá, têm como passatempo navegar em redes de relacionamento, bate-papo e sites de jogos, como qualquer pré-adolescente. A diferença é que eles só fazem isso depois dos estudos.

Como se forma um bom aluno - Parte III

6. PENSAMENTO SOLTO
Um caminho alternativo, quase oposto ao da persistência dos trigêmeos Joebert, Joemerson e Joeverton, é a aposta na criatividade. Trata-se de, em vez de perseguir notas, liberar a imaginação. Pode-se construir uma argumentação forte contra a ênfase do sistema de ensino nas notas. Quando uma pessoa (criança, jovem ou adulto) se concentra em demasia no grau que receberá por um trabalho, deixa de apreciar o valor intrínseco dele. Em boa medida, a importância dada à nota é subtraída da alegria de aprender. Por isso é tão revitalizante observar crianças como Larissa Silvestre, de 9 anos, descobrindo o mundo, formulando conceitos, brincando. “A Larissa sempre foi criativa”, afirma sua professora de artes, Maria Luisa de Godoy. “Se eu pedia para ela recortar uma árvore, numa aula sobre contornos, ela me vinha com um varal cheio de roupas. Se eu ensinava a fazer uma peteca de sucata, em cinco minutos a peteca virava outro brinquedo.”

Sua mãe, Arlete de Epifânia, estudou até a 4a série e é cozinheira há 13 anos em uma casa de um bairro nobre de São Paulo. No ano passado, entrou pela primeira vez em um museu, quando a escola de Larissa convidou os pais a acompanhar os filhos numa visita ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). “Nunca imaginei que existisse um lugar como aquele e que minha filha fosse capaz de fazer o que ela fez ali”, diz Arlete. De lá para cá, quando tem tempo livre, ela tenta fazer programas que envolvam algum tipo de atividade artística. Se não dá, ajuda a filha a costurar roupinhas para suas bonecas. Parecem atividades que têm pouco a ver com as disciplinas escolares. Não é assim. A sensibilidade de Larissa para as artes faz dela uma criança observadora – o que a favorece na hora de resolver um problema de matemática ou associar fatos históricos. Segundo Maria Lúcia Sabatella, especialista em crianças superdotadas, gente criativa é extremamente concentrada. “Os grandes inventores, os maiores estrategistas, nos negócios ou na guerra, não fazem a sequência lógica de raciocínio”, diz. “Eles são criativos. Seu caminho para chegar à resposta pode até ser mais longo. Mas é singular.”

Esse argumento é contrário à má imagem dos alunos que ficam “rabiscando o papel” em vez de estudar a sério para a prova. “A produção artística exige do aluno um esforço que pode ser maior do que nas outras disciplinas”, afirma Paulo Portella, coordenador do Serviço Educativo do Masp. “A criatividade das artes exige construção de conhecimento – e não a simples repetição deles.” Uma criança com pendor para as artes pode ter um caminho de sucesso até maior que o de um aluno “certinho”, em áreas menos convencionais. Ou pode levar vantagem no próprio campo do estudo. Larissa, por exemplo, diz que não quer ser artista quando crescer. Ela quer ser veterinária. 7. A INSPIRAÇÃO DE ALGUÉM - Todo mundo tem alguém que admira. Pode ser a mãe, um professor, uma personagem histórica. Essa figura nos faz almejar ser melhor. Isso também é verdade nos estudos. Quase todo bom aluno tem um professor inspirador, um parente que quer imitar, um bom exemplo. Felipe Brum, de 10 anos, morador de Brasília, tem dois: seu avô materno, Ribamar Ferreira, e Bruno, seu irmão mais velho. Ribamar é engenheiro e serve de inspiração para Felipe desde que, numa visita à construção de uma pousada da família na Bahia, mostrou-lhe que a matemática serve para construir coisas. “Quero construir robôs para ajudar a salvar a humanidade do desmatamento”, diz o menino. “Para fazer meu robô, sei que vou ter de estudar engenharia.” Bruno, seu irmão mais velho, também segue a carreira do avô. Passou no vestibular com 16 anos. “Eu também quero passar na UnB”, diz Felipe, sem saber direito o que significa a sigla, da Universidade de Brasília. Seu plano para conseguir a vaga já está em prática. Estuda duas horas todos os dias e tem como meta a nota mínima 8.

A rotina de estudos de Felipe foi organizada pela mãe, Isabella, para que o menino superasse suas dificuldades de aprendizado. Há dois anos, ele foi diagnosticado com transtorno de déficit de atenção (TDA). Isabella, que é médica, mudou seus horários para se dedicar aos estudos do filho. O irmão mais velho também ajuda. “Ele me estimula a aplicar os cálculos em tudo o que faço”, diz Felipe. “Nunca imaginei que para construir computadores a gente usava matemática.” Ter o avô e o irmão como heróis é a motivação de Felipe. “São muitos os casos em que ter um referencial, um exemplo a ser seguido, é determinante para a motivação do aprendizado”, afirma Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. “Estimular isso é válido, mas com o cuidado de respeitar a individualidade da criança.” Porque pode acontecer o contrário: a criança se sentir intimidada pela figura de sucesso e se frustrar ao não conseguir ser como ela. Não parece ser o caso de Felipe. No ano passado, ele tirou 9,6 em matemática, disciplina em que tinha ficado em recuperação no ano anterior. “Agora só quero boas notas, sei que isso ajuda a passar rápido no vestibular, como foi com o Bruno.”

8. PLANOS DE MUDAR O MUNDO - Para que serve a escola? Em parte, ela é a instituição conformista por natureza. É lá que aprendemos os meios e modos do mundo, as tradições de nossa cultura, o que devemos fazer para ter sucesso, de acordo com as expectativas da sociedade. Mas ela é, também, o lugar do exercício das possibilidades. É nela que aprendemos a pensar por conta própria. Uma boa educação inclui a capacidade de questionar, experimentar, criar. Um traço comum entre maus alunos é que seus interesses estão fora da escola. Mas esse é também um traço comum entre os bons alunos. A única diferença é que os maus alunos perseguem seus interesses em detrimento do estudo. Os bons mesclam suas atividades ao estudo. Com isso, ganham capacidade crítica, vivência, experiência.

No ano passado, Marcelo Monteiro, de 16 anos, dedicou boa parte de seu tempo livre a um projeto especial: recuperar a imagem do grêmio estudantil do colégio onde cursa o 3o ano do ensino médio, em Porto Alegre. Sua função como primeiro secretário era negociar com a diretoria atividades para os alunos e melhorias na escola, tarefa complicada dada a reputação do grêmio até então. As gestões anteriores deixaram a organização quebrada. Ao assumir, Marcelo e seus colegas de chapa encontraram a sede pichada, sofás depredados, computador quebrado. “Tivemos de reconquistar a confiança do diretor e dos coordenadores para emplacar nossos projetos”, diz ele. Para reformar a sede, arrecadou dinheiro com os alunos (cobrando pelo serviço de fazer carteirinhas de estudantes) e pais de alunos (enviou cerca de 1.500 boletos opcionais no valor de R$ 20 para o endereço residencial dos colegas. Mais da metade dos pais depositou o dinheiro). Também organizou uma campanha para mobilizar o colégio a participar de uma espécie de gincana. O prêmio, dado para a escola com o maior número de inscritos, era um computador. Levou. No final do ano, já com a sede reformada e o prestígio do grêmio recuperado, Marcelo conseguiu autorização da diretoria para fazer um festival de música. Cada convidado levou 1 quilo de alimento, doado para entidades carentes. “Não sei quanto deu no final, mas lotamos a Kombi que a escola nos emprestou para fazer a entrega.”

Mesmo tão ocupado com articulações estudantis e organização de eventos, Marcelo está no topo das notas de sua turma. Vai tentar o vestibular para Direito. “Ele não tem medo de se meter em encrencas”, diz um de seus professores, Ivanor Reginatto, no colégio há 25 anos. “Nem todo bom aluno questiona tanto quanto Marcelo, mas essa sua capacidade o coloca entre os melhores.” De certa forma, Marcelo segue os passos de seus pais, Marisa e Rui. Ambos participaram de grêmios estudantis no colégio e na faculdade. Durante cinco anos, presidiram a Associação de Pais e Mestres onde Marcelo estuda. “Tentamos passar a ideia de que se engajar em atividades fora da sala de aula daria a ele a base que vai definir seu futuro profissional e pessoal”, diz a mãe. “Eles me ensinaram a priorizar o diálogo, a discutir questões que acho importantes”, diz Marcelo. É para isso que serve a educação. Para atuar no mundo.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Professores e alunos devem ter relação mais próxima?

> Portal Universia, 11/03/2010
Professores e alunos devem ter relação mais próxima?
Envolvimento pode melhorar comunicação, mas atrapalhar outros aspectos
Roberto Machado
O modelo de ensino nas universidades, que até certo ponto obedece ao paradigma que acompanha os estudantes desde o Ensino Básico, tem se replicado de geração em geração. Evidentemente, na universidade, o relacionamento entre professores e alunos adquire novos contornos. Liberdade e distanciamento são conceitos que são elevados a patamares altos em comparação ao que os estudantes vivenciam no colégio. Mas por outro lado, no Ensino Superior, a relação do professor com os alunos pode se desenvolver muito além da sala de aula e, em alguns casos, se transformar no embrião de um contato entre profissionais da mesma área ou mesmo em amizade. Esse tipo de contato pode e costuma receber diferentes pontos de vista dos profissionais. Há quem defenda que esse tipo de interação deva ser abordado com cuidado. Um dos argumentos é o de que ela poderia interferir na própria dinâmica do relacionamento entre mestre e aprendiz. Outros alertam para o que a convivência mais próxima e menos formal entre estudantes e professores pode aparentar e como isso interferiria no ambiente de aprendizado. Ainda que busque aproximação com o universo discente para melhorar a qualidade da comunicação entre as duas pontas, o questionamento parece inevitável: o professore deve ou não se envolver no ambiente dos alunos?

Warde Marx, professor de comunicação da USJT (Universidade São Judas Tadeu), prefere pensar que está propenso a fazer grandes amizades dentro da sala de aula como em qualquer outro lugar. Ele costuma inclusive dar uma dica para quem assiste a sua aula pela primeira vez. "Digo a eles o seguinte: estamos começando um período de estudos juntos e nada nos impede que, além de colegas de profissão, nos tornemos amigos", conta Marx, sinalizando sua opinião de que esse contato mais próximo com o universo dos estudantes não causa problemas. O professor divide hoje sua estação de trabalho na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, onde participa na construção de projetos para a organização, com dois ex-alunos que se tornaram amigos. "Nós trabalhos juntos, rimos juntos e discutimos juntos, como bons amigos fazem", resume. Marx conjectura que essa atitude venha da época em que ele estava do outro lado da sala, como aluno. "Também tenho uma relação de amizade com pessoas que já foram meus professores e não é nada planejado, simplesmente aconteceu", diz ele. Mesmo sendo a favor do contato aluno/professor fora da sala de aula, não são todos os programas que atraem o educador. "Não costumo ir pra balada com meus alunos, mas um café com pão de queijo não faz mal a ninguém", conclui Marx.

Segundo Luis Mauro Sá Martino, professor de Comunicação da Faculdade Cásper Líbero, há profissionais que acreditam que a sala de aula é um lugar onde deve existir o diálogo e a troca. De acordo com ele, o professor tem muito a aprender com os alunos. Martino diz que isso acontece porque o mundo do conhecimento não tem fronteiras, mas mesmo assim, a relação pedagógica vem carregada de poder, e nem todos (seja alunos ou professores) estão preparados para ela. Por esse motivo o professor acha importante se concentrar dentro do universo cultural de seus alunos. "Já li e ouvi muita coisa indicada por meus alunos e também já dei muitas dicas para eles e discutimos sobre isso juntos", exemplifica Martinho. Mas ele demonstra alguma reserva em relação a excessos nesse contato com os estudantes e diz preferir deixar para se tornar amigo de seus alunos depois do ano letivo. Ele procura resumir o porquê dessa decisão. "É complicado sair apenas com um aluno enquanto você convive com muitos outros dentro da sala", declara Martino, que durante sua época de aluno presenciou situações não tão agradáveis. "Já vi professores que davam mais atenção a alguns alunos por suas preferências culturais e políticas e não é bom ver esse tipo de coisa", critica ele. Ele diz ainda se encontra com alguns dos seus ex-alunos. "Na última semana, sai para jantar com um casal para quem já dei aula e que além de terem se casado depois da faculdade, se tornaram bons amigos meus", afirma o professor.

Para alguns alunos, é importante saber que podem contar com os conselhos e experiência de vida de seus mestres não apenas durante as aulas. É isso que explica Luis Fernando Magliano, aluno de ciências atuarias da USP (Universidade de São Paulo), que buscou num professor conselhos sobre um intercâmbio. "Acabei por descobrir que o meu professor na época havia morado na Austrália por dois anos. Por isso, resolvi pedir alguns conselhos para ele, quanto a minha possível ida ao país", conta o rapaz, que diz ter recebido suporte do professor. "Saímos para conversar e ele me contou sobre sua experiência no exterior", lembra Magliano. O próprio aluno consegue sentir em seu dia-a-dia na universidade que a linha que divide professor e aluno é cada vez mais tênue e também chega ao mercado de trabalho. "Talvez essa sensação seja influenciada pelo meu curso, onde alunos e professores acabam se encontrando com bastante frequência no mercado de trabalho", opina o estudante.

As universidades costumam usar um projeto institucional bem sólido na hora de contratar um novo professor. São critérios que reúnem fatores que englobam o trabalho em equipe, pesquisas acadêmicas com bases educativas e métodos que visam a desafiar o aluno em sala de aula. Esses fatores são importantes, mas não determinantes na hora da contratação, como explica a Sandra Difini Kopzinfki, coordenadora do Programa de Pedagogia da Universidade FEEVALE. "Vemos o ensino e o aprendizado como uma troca, por isso, um professor com perfil humanista se faz tão necessário", explica a coordenadora. Sandra acha apenas que um dos pontos que pode atrapalhar a amizade é a relação hierárquica que o professor exerce sobre sua turma. "Tudo vai depender muito do professor e do aluno para que o relacionamento siga seu rumo natural, já que esse 'poder' pode vir a diluir a amizade", alerta ela.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sobre Educação...pensamentos.

O encontro que tivemos hoje, na abertura da semana de planejamento, com a Profa. Angela Christina, diretora pedagógica da Rede Católica de Educação, nos colocou diante do desafio central de nosso trabalho: pensar no que somos e fazemos. Não só o fazer.

Mas quero destacar e partilhar algumas palavras, frases e pensamentos que hora foram apresentados e hora nos levou a bela viagem do pensamento. E um cuidado é importante: não é um resumo, uma sinopse. Mas ressalto e advirto novamente, são palavras, frases pensamentos soltos.

→ “Aprender na vivência”: qual a proposta de vivência que é feita pela escola?

- Qual é a amplitude das vivências?

→ “Naquilo que somos ignorantes somos facilmente conduzidos”: há diversas esferas ou campo de ignorância (ética, prática, conhecimento....)

→ “Cidadania é a articulação permanente e consistente entre projetos pessoais e coletivos, em projeção planetária.

→ Capacidade das respostas deve ser consistente: tem que ser capaz de ultrapassar tempos e espaços.

→ O erro não interrompe o raciocínio para a nova geração. 1. Mostra que não é por aquele caminho; 2. Indica que há outra possibilidade para se aprender ou fazer de outra maneira.

→ A escola não é mais o “lócus” único e exclusivo de propagação ou passagem da INFORMAÇÃO. Então, qual é o papel da escola em relação a todo este novo contexto.

→ As pessoas podem aprender com o mundo, então, o que é o APRENDER na escola. O que a escola ensina? Ou o que deve se aprender na escola?

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

MENSAGEM PARA 2010

Recebi da Melissa, uma colega do grupo de estudos da Unicamp, esta mensagem que é um incentivo para 2010.

Mude - Edson Marques

Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais
importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente
na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos
passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv, compre outros jornais...
Leia outros livros, viva outros romances.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
Escolha comidas diferentes,
Novos temperos, novas cores,
Novas delícias.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor,
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado...
Outra marca de sabonete, outro creme dental...
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabelereiros,
outros teatros, visite novos museus.
mude.
Lembre-se de que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um
Outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento,
o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!
Repito por pura alegria de viver:
A salvação é pelo risco,
sem o qual a vida não vale a pena!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL !

O sentimento que deve aparecer neste dia é o da ALEGRIA. Este me parece ser o grande responsável pela capacidade de dizermos FELIZ NATAL.

Gosto ainda de pensar o quanto é não é facil, ou melhor ainda, o peso que carregamos em ouro quando falamos FELIZ NATAL.

Desejamos felicidade, pensamos naquilo que historicamente o ser humano busca. Falamos e temos que crer...pelo menos na realização da proposta humana como uma grande busca, como uma grande trajetórias de milhares de anos, de milhões de pessoas...

Tudo isto num desejo, numa expressão...NUM ATO DE COMUNICAÇÃO.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

GRUPO DE JOVENS (JUPA)no ENSINO MÉDIO DO FRANCISCANO AVE MARIA





Grupo de Jovens...JUPA (Jovens Unidos pelo Amanhã).
Pensando na própria Vida: o que pensam, as ações, as consequências e as possibilidades. Construindo uma "ID".
Olhem o blog (iniciativa destes sempre velozes internautecas !!!) :
http://grupojupa.blogspot.com
ENFIM: Pensar protagonismo é algo urgente. Conceitualmente é necessário uma compreensão significativa. Por que? Para elaborarmos e projetarmos uma prática diferenciada e não apenas em senso comum.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ventanias! Brisas!

Devagarinho...
Como a esperança...
Como o olhar a paisagem longe!
Desejos
Como sentimento
Como andar no vento
Ventanias! Brisas!

Amor e P!

a paixão que vem do genuíno

Amor e paixão
Que em ti encontro
Não num ponto
Mas no belo... no genuíno.
Nisto,... Amor!

Amor e P!

dois lado do coração

Dois lados do Coração!
Sensação, emoção!
Devoção...
Sentimentos da paixão!
Fervor, transpor!
Ardor!
Atitudes do Amor!
Batidas da Vida


Amor e P!

amor especial...total..não exclusivo:poesia

Queria que assim não fosse!
Mas o medo, humano,
Fez o humano romper!
Com ele a dor a aparecer!
O equilibro desaparecer!
Mas pode do NOVO trazer
A esperança do ser!

Amor e P!

dias...

Atitude:
deixar ser!
Encontrar a liberdade
comungando a verdade
numa simplicidade....
da bela cumplicidade
de um... de outro
de DOIS!
da comunicabilidade!

Amor e P!

dias...

Da dor do peito:
Ferida!
Que deseja a VIDA!
que brota, QUERIDA,
na angústia cindida...
pela palavra renascida...
da atitude surgida
pra na vida, não
ser esquecida!
Amor e P!

Diverso..encontro...dois amores

Preciso de toques e retoques
que só a inspiração
de um universo aberto e diverso
podem oferecer
Como dom, doação: como paixão.
De um novo renascer...
Quero a pluralidade do diverso
na unidade da vida...
Do universo
que inspira a cada instante
caminhos
De entrelaçamentos, de encontros
nada prontos
Quero a vida, quero o encontro
nada prontos...
Plural e radical
como o caminho....
que na unidade nos
dá a pluralidade
de sermos não só um
mas dois...amores!
Amor e P!

Momento e Vida!

Destinos...
Não. Isto não é possível.
Não é belo como a história, dos nossos encontros e desencontros.
Ou como a delícia do nosso amor.
Que queima ...sem deixar cinzas, ascendendo apenas nossas vidas.
Homem que sou,
Andante e amante
Vivo ao seu lado com a chama radiante.
Pequeno me torno
Mesquinho ou lazarento...
ao querer te ter e não te perder, pois
Amar é voar junto com o seu par !Momentos e Vida !
Amor e P!

Eu..... VOCÊ!

Entendi
Que na vida
Só algo me faz sentido
Ver você e feliz !
Tudo tem significado só assim e por isto.
Não importa as convenções, pois só me interessam as nossas...
aquelas que você me faz ver como sentido,
E se um dia acharem tudo... eu... estranho
Não me chamarão de louco ou santo;
Mas de apaixonado e de estar perdidamente amando: você.
Se um dia falarem de minha vida
Entenderão que o que deixei de significado
Foi por que veio do maior de todos: VOCÊ !
Isto é...
EU TE AMO!

Amor e P!

UM GRANDE AMOR HUMANO

Hoje descobri o que é sofrer!
Estou sentindo pela primeira vez dor da perda de algo especial. De um presente ou tesouro que está ali...
Tenho pela primeira vez a sensação de estar despedaçado por dentro!
Tenho a certeza de viver um momento de total INCERTEZA.
De viver a COVARDIA !
De viver da contradição, de viver todas as oposições possíveis....
Como pode do encontro com Vida, com a Alegria.... tudo isto romper e aparecer!
Sim.... procurei, lutei e não desanimei
Pois em ti a vida apareceu.... de maneira tão clara como o sol...
Mas eu, humano demasiado, e não reconhecedor disto,
Olhou diretamente para o sol.... e a vista cegou....
Mas contente pela primeira vez, ao sair da escuridão, ver a LUZ ...
.... não consigo entender porque que nada vejo.
Como pode o caminho que estava ali.... sumir aos olhos!
A resposta é certa: o meu humano incerto, despreparado para algo maior que humano!
Despreparado para o humano iluminado e enviado!
Procurei a amiga, a companheira, a amada.... encontrei todas e perdi TUDO!
Cego demais por tudo isto ser verdade! Por ser certo!
Certo demais para um humano incerto!
Agora sobrou o choro, as lágrimas... aparecem com entendimento e clareza...
Mas pela primeira vez com a dureza que elas dão à vida!
Procuro... não sei o que.... mas preciso encontrar !
Algo que está aí.... um tesouro... perfeito, lindo... que irradia: beleza, alegria e VIDA!
Se posso agradecer é Deus hoje é porque ele criou seres humanos,
Que ao se tornarem humanos iluminam e levam vida,
Do qual pude ser iluminado..... cuidado...amado.... tocado!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

CARNAVAL...DAR TEMPO PARA SI, PARA O DESCANSO..UM DIREITO À VIDA !

Aquilo que gera a alegria, que é feito para o bem comum e pensado para que naquele momento se viva com e em paz deve ser cultivado pelo ser humano.
Viva os bons espaços de CARNAVAL que ainda temos.
Ah..na foto, PEDRO. Nosso orgulho !

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ano Novo! Uma nova oportunidade: exposição PORTINARI no MASP

Recebi um e-mail me falando do início do ano no MASP. E começa com uma exposição de PORTINARI.
Pelas informações o formato será próximo de uma instalação. Entre outros efeitos os quadros em exposição serão colocados mais elevados para que se tenha a percepção da real dimensão das obras.
Serão expostas 11 obras do artista, das séries Bíblica e Retirantes.
O evento está previsto para o período de 02 de janeiro - 15 de fevereiro do NOVO ANO.
Outras informações:

domingo, 23 de novembro de 2008

Vida é um empreender !

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver,
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

Fernando Pessoa

sábado, 25 de outubro de 2008

Vai ter festa by márcia - blog

Paz e Alegria !

Gostaria de poder aqui apresentar mais uma das conquistas da querida Márcia: mulher, amiga, companheira, mãe e esposa.

Ela acaba de colocar no ar o seu blog. Uma expressão de todo o seu trabalho, do seu pensamento e da linguagem deste universo de criação que ela se dedica.

Um diferencial para todos que querem fazer sua festa com elementos diferenciados. Acima de tudo, que querem que o sonho planejado deste evento seja inesquecível.

Márcia, parabéns pela sua conquista !

http://vaiterfestabymarcia.blogspot.com

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Turismo de forma profissional: olhando como empresa e não como indústria.

Esta reflexão que faço abaixo é motivada e despertada por uma matéria de 19 de setembro, num jornal de minha região, que abordava o tema do turismo focalizando como uma indústria. As considerações que faço já são objetos de outros debates (salas de aula, corredores e palestras) e em outros ambientes. Mas me senti, movido, pela matéria que li, a escrever sobre a temática. Ela foi encaminhada como sugestão ao jornal também, mas eu tomei a liberdade de colocar aqui para críticas de todos e todas.

Turismo de forma profissional: olhando como empresa e não como indústria

É comum encontrarmos a afirmação do Turismo como a indústria dos novos tempos. Aliada a este pensamento temos a força de que este será a salvação de nossos problemas econômicos, desde uma perspectiva micro – da pessoa, da família – ao macro – da comunidade, do bairro,do estado, do país. Ainda, esta segunda idéia somada a primeira nos conduz a uma forma de pensamento que nos sugere que a sociedade economicamente produtiva tem sua base na estrutura industrial, por isto o turismo tem que ser uma nova indústria.
Esta é uma lógica que a conclusão não nos leva a prática desejada e menos ainda ao ideal esperado, um Turismo como elemento de construção e desenvolvimento humano e social. A construção e a força dos argumentos envolvidos nesta lógica turística não se sustentam como local forte do real TURISMO.
Primeiro, a construção da idéia do Turismo se deve dar dentro do terceiro setor empresarial da economia e não do segundo setor – industrial - como normalmente encontramos. Aqui poderíamos levar como avanço o pensamento do turismo como um setor empresarial. Se a força deste pensamento já nos invadisse de maneira radical teríamos um grande ganho, pois não veríamos como uma atividade feita de qualquer modo, sem preparo, enfim, sem profissionalismo.
O turismo, aquém de suas inúmeras conceituações, é sim um elemento acarretador de valores e entre eles os valores monetários. Entretanto é bom ter ciência de que este valor econômico é percebido como elemento de integralização de uma série de elementos que o integram, até outros econômicos. O turismo é força e valor no meio de um conjunto de forças e valores, entre eles o primeiro é a própria consciência e agir público, da comunidade.
Assim, só com a percepção e ação de conjunto que sabemos que o coletivo pode ter seus objetivos e metas determinadas e alcançadas. Um trabalho de agenda pública. Assim, nenhum setor pode almejar para si a empreita salvífica. Temos em nossas mãos a nossa história de que a indústria não é mais para si a fonte de todos os valores e desenvolvimentos humanos – pode até acarretar um forte fluxo econômico, mas não garante a igualdade dos mesmos e a nossa história nos mostra que isto é uma verdade. Assim, pensar o Turismo como este novo empreendimento salvador me parece uma ousadia. Mas compreendê-lo como um elemento integrador de condições que emanam da comunidade me parece uma idéia mais plausível e mais fiel a condição de uma agenda pública de desenvolvimento.
Enfim, pensar no Turismo como Indústria me parece uma forma problemática e com danos de ação e de desenvolvimento muito comprometedores. O turismo não é indústria, pois se fosse perderia seu sentido e suas características; disto têm que para pensar o Turismo de maneira muito séria, para no mínimo termos uma ação mais eficaz e eficiente, os caminhos que me parecem que temos que realizarmos são: os seus limites como indústria e avançar para o caminho profissional, que ao meu entender, é olhar o Turismo como uma empresa.

Dicas para buscar empregos: site Novos Planos

Emprego...empregabilidade....atualização.....reciclagem (como eu nao gosto deste termo para educação das pessoas !)
Há série de conceitos e definições que tentam mostrar ou estruturar um nova lógica na tentativa de acompanhar a nova lógica do mercado ou do mundo produtivo. (Vejam: ainda vivemos na estrutura filosófica grega, precisamos estruturar nossa racionalidade e realidade a uma lógica ).
Mas o que gostaria de dizer aqui é que o importante nos nossos tempos é a CAPACIDADE DE GERAR RENDA. Este é o ponto central: a capacidade não se apóia exclusivamente e unicamente mais sobre a visão do ESTAR EMPREGADO. Além disto os nossos tempos exigem de nós a nossa capacidade de nos tornarmos empregáveis. Como eu cuido desta capacidade?
Parece-me que nestas "palavras ditas" a palavrinha que mais apareceu foi CAPACIDADE. Como estamos nos capacidatando? Mais uma vez a FORÇA DA EDUCAÇÃO - local de nos capacitarmos por excelência (ou estou já dinossauro neste pensamento?) - surge como um espaço urgente da agênda política de quem quer pensar em querer um Mundo melhor.
Sendo um pouco mais útil, achei um site, andando pelo "vi6", que gostei muito pela objetividade, clareza e "por ir direto a questões práticas" no que se refere a algumas dicas e orientações para o emprego e a empregabilidade de nossos dias é o site http://www.novosplanos.com/. Vale uma conferida.
Parabéns ao site e especialmente ao sr. João Carlos Cruz - que acredito ser o idealizador e dono do site - pela idéia e proposta e serviço muito interessante e prático para a vida de muita gente.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Turismo - novos olhares. Parabéns Camila por ver o outro no Turismo

Há tempos me incomoda esta forma de pensamento. Não consigo ver a projeção do Turismo minimizada e principalmente como indústria ou nova indústria pois são segmentos produtivos, com forma e teor, diferenciados. Mesmos os seus objetivos são diferentes.
Mas eu visualizo muitas possibilidades quando olhamos para este segmento, evento forte da humanidade em tempos de globalização, se o encararmos de forma empresarial e não amadora com vem sendo feito. Para isto é preciso muito estudo: gente que se dedica a compreender, a planejar este setor. De gente com espírito empreendedor. Isto é trabalho, e daqueles nada fácil. Afinal, fazer o fácil é comum; precisamos fazer o difícil.
Neste sentido e perspectiva de abertura eu gostaria de parabenizar a Camila, aluna do último ano do Curso de Turismo do Unisal, noturno, orientanda que caminhamos juntos neste ano e nesta descoberta de um novo olhar para o Turismo, especialmente para o outro no Turismo.
Perguntar-se sobre o "portador de necessidades especiais" no agir ou no evento do Turismo é mostrar-se aberta para um novo turismo, mais humano.
De modo especial a preocupação do profissional que está no desafio primeiro de pensar esta condição. Para isto o mínimo é aprender e apreender este universo do outro. Sua proposta: a linguagem libras para o profissional de Turismo, com a preocupação de pensar um turismo mais humano e mais amplo.
Parabéns Camila. Obrigado também pelo aprendizado.

domingo, 12 de outubro de 2008

Momentos e Vida !


Destinos... Não. Isto não é possível. Não é belo como a história,
dos nossos encontros e desencontros.
Ou como a delícia do nosso amor.
Que queima ...sem deixar cinzas, ascendendo apenas nossas vidas.
Homem que sou, Andante e amante. Vivo ao seu lado com a chama radiante.
Pequeno me torno...Mesquinho ou lazarento...ao querer te ter e não te perder, pois Amar é voar
junto com o seu par !
Amor e P!

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